Execução rigorosa: o que considerar na sua obra

Abril 9, 2021
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Execução rigorosa: o que considerar na sua obra

Para que uma obra seja executada de maneira rigorosa, todos os pormenores contam, do início ao fim do processo. E esses pormenores começam, quase sempre, antes da execução do projeto.

Aqui ficam alguns pontos a ter em consideração e o que devem incluir, para a execução rigorosa de uma obra.

 

Organização

A organização da produção começa a ser definida pelo empreiteiro geral, através da nomeação dos elementos que irão formar a equipa de gestão da obra, como o diretor de obra, os encarregados e o pessoal de escritório, em função das necessidades específicas da obra.

A partir daí, a equipa vai tomar decisões sobre qual será a melhor maneira de executar a obra, de maneira a garantir a qualidade, segurança e tempo de execução, tendo em vista a diminuição de custos e tendo em conta as condicionantes ambientais.

Antes de iniciar os trabalhos, a equipa deve:

  • Compilar toda a documentação do projeto e pormenores de execução, estudá-los e completar qualquer elemento que tenha ficado em falta. Depois, organizar e definir os diversos planos de execução;
  • Rever cuidadosamente as medições e a proposta de orçamento, procedendo a eventuais retificações em função dos resultados obtidos na fase de apreciação;
  • Efetuar o planeamento da obra, no que se refere a instalações do estaleiro, equipamentos, programas de execução, etc., representando-os graficamente.

 

Plano de trabalhos 

Para a execução de qualquer obra, é necessário fazer um plano de trabalho, assim como a sequência e o limite de tempo para a execução de cada tarefa planeada e especificar o método de trabalho usado pelos empreiteiros.

O plano de trabalhos deve responder a certos objetivos, tais como:

  • Que materiais são necessários adquirir, em que quantidades e em que datas?
  • Que tipo e quantidade de mão de obra e equipamentos serão necessários nas diferentes fases de execução?
  • Que outros recursos de ordem técnica e administrativa, essenciais para a execução dos trabalhos, deverão ser mobilizados? E quando?
  • Quais as atividades que só podem começar depois da conclusão das antecedentes?
  • Quais as atividades que se podem iniciar simultaneamente com a execução de outras, e em que fase destas se poderão processar?
  • Quais os cronogramas financeiros?
  • Quais os diagramas recurso-tempo?
  • Quais os gráficos custos-tempo?

 

Gestão do fator tempo

A gestão dos fatores de tempo visa planear e controlar o tempo associado à execução de várias tarefas no âmbito da obra. Este fator deve ser planeado e controlado durante a fase de construção. É importante ter em mente que o orçamento de uma obra, estipulado desde o início, deve ser mantido, embora possa variar muito em função do tempo e das circunstâncias. Se uma obra durar mais tempo do que o previsto, isso vai dar origem a custos adicionais, que não estão no plano inicial, mas que devem ser acautelados.

Controlo e acompanhamento do plano de trabalhos (fiscalização de obras)

Este é um processo que acontece antes, durante e depois da execução da obra.

Na primeira fase, pré-obra, coordena-se os projetos para a obtenção da licença de obra e lança-se o concurso de empreitada. Após uma análise critica das propostas, segue-se a elaboração do relatório de adjudicação para definir os parâmetros das obras e, assim, evitar sobressaltos e uma maior satisfação para todas as partes envolvidas.

Quando a obra de inicia, começa a fase do acompanhamento e inspeção dos trabalhos em obra, onde são efetuadas reuniões periódicas de planeamento, esclarecimentos e coordenação de trabalhos, para que haja uma execução rigorosa. É nesta fase, que se implementa o controlo da qualidade, dos materiais e equipamentos, ambiental e de segurança e higiene na obra. E, compara-se, o plano de trabalhos com aquilo que está a ser feito, para evitar atrasos, garantindo a qualidade de execução dos trabalhos da obra. Nesta fase, a pessoa responsável pela fiscalização deve registar todos os detalhes que envolvam a obra, como: tarefas que já foram concluídas ou estão por concluir, prazos ou mudanças que possam ocorrer durante a construção, e que possam afetar o projeto ou o plano inicial.

Por último, a fase pós-obra implica a obtenção da licença de utilização, a elaboração da compilação técnica e a elaboração do relatório final de obra.

O planeamento e cumprimento escrupuloso destas etapas e de outras que possam surgir pelo meio – porque os projetos não são algo estanque, no tempo e nas circunstâncias – levará, obviamente, a uma execução de obra mais rigorosa, menos sobressaltos e maior satisfação para todas as partes envolvidas no final dos trabalhos.

Saiba mais sobre fiscalização e acompanhamento de obra aqui.

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